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 “Como eu criei isso?”: responsabilidade sem culpa e sem julgamento

  • Foto do escritor: Laura Savioli
    Laura Savioli
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

Conheça uma ferramenta de Access para reconhecer sua participação nas situações e recuperar a capacidade de criar algo diferente.


Perguntar “como eu criei isso?” pode parecer, à primeira vista, uma forma de se culpar.

Não é essa a proposta.


Culpa diz: “Eu fiz algo errado, portanto sou inadequada.”


Responsabilidade consciente pergunta: “Que escolhas, percepções, omissões ou padrões contribuíram para esta situação, e o que posso escolher agora?”


Essa ferramenta é apresentada como uma forma de reconhecer a própria participação na criação da realidade atual e, a partir disso, interromper a repetição e escolher algo diferente.


Culpa paralisa; responsabilidade devolve potência


Quando algo não funciona, é comum assumirmos uma destas posições:

  • culpar outra pessoa;

  • culpar a nós mesmos;

  • fingir que nada aconteceu;

  • tentar consertar indefinidamente o mesmo padrão;

  • acreditar que não temos poder para mudar.


Nenhuma dessas posições gera necessariamente uma nova possibilidade.

Reconhecer a própria participação não significa assumir responsabilidade por comportamentos abusivos ou violentos cometidos por terceiros. Também não significa negar fatores sociais, relacionais, econômicos ou circunstanciais.

Significa olhar para aquilo que está dentro do seu campo de escolha.

Você pode não ter criado todas as circunstâncias, mas ainda pode investigar:

  • O que percebi e ignorei?

  • Que limites deixei de comunicar?

  • Que expectativa mantive?

  • Que conclusão me impediu de agir?

  • O que continuo escolhendo apesar de saber que não funciona?

  • Que parte de mim abandonei para sustentar essa situação?


Por que repetimos o que não desejamos?


Porque o conhecido pode parecer mais seguro que o novo.

Uma pessoa pode afirmar que deseja um relacionamento saudável e, ao mesmo tempo, escolher repetidamente parceiros indisponíveis.

Pode desejar prosperidade e evitar todas as oportunidades que exigem exposição.

Pode querer cuidar do corpo e sustentar uma rotina construída sobre abandono e cobrança.

Isso não significa que a pessoa deseje conscientemente sofrer. Significa que existem padrões, ganhos secundários, medos e referências internas atuando na escolha.

A pergunta “como eu criei isso?” convida à honestidade.

Não para encontrar uma resposta perfeita, mas para recuperar informação.


Não tente transformar o que não funciona em algo funcional


Às vezes, gastamos anos tentando salvar estruturas que já demonstraram seus limites.

Tentamos convencer alguém a mudar.

Tentamos tornar suportável um trabalho que nos adoece.

Tentamos adaptar nosso corpo a uma rotina impossível.

Tentamos melhorar uma escolha que, no fundo, já sabemos que não desejamos continuar fazendo.

Talvez a pergunta não seja:

“Como conserto isso?”

Talvez seja:

O que posso escolher que seja completamente diferente?

Essa mudança de pergunta desloca você da manutenção para a criação.

Um processo de quatro etapas

1. Reconheça o que existe

Sem minimizar, romantizar ou exagerar.

O que está acontecendo de fato?

2. Identifique sua participação

O que você escolheu, tolerou, adiou, presumiu ou deixou de comunicar?

3. Retire o julgamento

Você fez as escolhas que conseguiu fazer com a consciência disponível naquele momento.

Julgar o passado não cria o futuro.

4. Escolha novamente

O que você pode ser, fazer, ter ou criar agora?

Essa é a etapa que transforma responsabilidade em potência.


Perguntas para utilizar

  • Como contribuí para criar esta situação?

  • O que eu sabia e escolhi não reconhecer?

  • Que conclusão está mantendo isso no lugar?

  • O que estou tentando consertar que já não desejo escolher?

  • Que escolha diferente está disponível agora?

  • O que posso criar que ainda não considerei?

Você não é o problema


A ferramenta não existe para provar que você está errada.

Existe para mostrar que, quando reconhece sua capacidade de criar, você também recupera a capacidade de mudar.

Você não precisa passar a vida explicando por que chegou até aqui.

Pode começar a perguntar o que deseja criar a partir daqui.

Convite

As ferramentas de Access Consciousness® convidam você a abandonar o julgamento e reconhecer novas possibilidades de escolha.


O que mudaria se você utilizasse sua consciência não para se culpar, mas para criar algo diferente?



 
 
 

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Laura Savioli —  Terapeuta Integrativa e Facilitadora de Classes de Access Consciousness®

Formações, desenvolvimento humano, classes e práticas integrativas.

Campo Grande – MS | Atendimentos presenciais e online

Aviso: As práticas integrativas apresentadas neste site possuem caráter complementar e não substituem acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico.

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